O campeonato mundial de Flesh and Blood está virando a esquina e com ele veremos o tradicional keynote, um momento, que acontece nos eventos de tier 4, para anunciar o prospecto futuro dos próximos meses do jogo. Neste texto, eu mostrarei para vocês a minha teoria sobre “Lotus”, a suposta coleção que traria o retorno da Dromai, uma das personagens mais amadas do jogo, e que teremos na quinta-feira a possível confirmação se estou certo ou não.
Em resumo, a teoria consiste em que a coleção Lotus, possivelmente a segunda coleção de 2027, traria os talentos Draconic e Mystic juntos, com as classes Ilusionista e Ninja sendo agraciadas com novos heróis. Essa é uma teoria que eu venho espalhando há alguns meses nas redes sociais, grupos de WhatsApp, servidores do Discord e pessoalmente com amigos também.
Nosso ponto de partida é o anúncio do James White em seu twitter para o aniversário do FaB como um presente aos jogadores: a Dromai retornaria em 2027. O que me chamou atenção nesse anúncio foi o nome da fase de desenvolvimento da coleção, “Lotus”. A flor de lótus é uma flor sagrada em religiões orientais, com forte significado espiritual, além de ser uma flor aquática perene, características que não parecem combinar com Volcor, mas sim com Misteria. Sendo assim, por que uma coleção trazendo uma heroína de Volcor teria o nome muito mais conectado com a região mais espiritualizada de Rathe?
Para responder a essa pergunta, entrarei em temas de lore, cultura, mecânica de jogo e as minhas teorias a respeito dessa coleção, elencando os argumentos que tornam essa ideia plausível e o que eu gostaria que acontecesse em relação a esse set.
Começando com a mecânica, uma característica presente em várias coleções do FaB é a dinâmica de 2 classes e 2 talentos. Essa divisão é uma divisão que gera um ambiente interessante para o limitado e que a LSS gosta de fazer, tendo como exemplos mais recentes Superslam e Rosetta. As classes em questão seriam ilusionista e ninja, pois são as classes que os talentos Draconic e Mystic têm em comum. Alguns pontos que reforçam essa ideia seriam o suporte prévio para assassin em MPA e Outbreak, para que a classe não fique desfalcada perante suas contrapartes no talento mystic, além da aparente pressa que a LSS apresentou para que Fai e Cindra se tornassem Living Legend. Essa pressa para que os ninjas dracônicos atingissem o Living Legend foi manifestada em dois artigos de banlist diferentes: o primeiro que desbaniu algumas cartas para a Aurora, dizendo que esperavam que a Aurora não precisaria jogar num ambiente que Fai e Cindra existissem, e o segundo anúncio que desbaniu , com o intuito de empurrar Fai e Cindra para o LL, intenção que foi atingida com sucesso. Essa efusividade em tirar Fai e Cindra do formato mostra uma possível intenção de retornar aos ninjas dracônicos sem o peso do design dos heróis anteriores. Essa coleção poderia trazer uma dinâmica de vermelho vs azul nas cores da edição, talvez até sem cartas raras amarelas, inaugurando o FAB 3.0 com a ideia de raras mais impactantes, cortando o aspecto rainbow das cartas raras.
Por falar em banlist, também tivemos recentemente o ban do capacete lendário (algo que eu pregava que aconteceria na minha teoria sobre Lotus), a carta que é, sem dúvidas, a carta mais forte do talento e que proporcionava jogadas insanas ao Zen e à Enigma. É uma carta que limitava claramente o design de futuros heróis Mystic, e a LSS reconheceu isso na sua última banlist, nos dando um forte indício de que teremos o retorno de Mystic em breve. A minha especulação a respeito do retorno do talento Mystic precede esse desban, com origem lá no começo de 2026, no lançamento da coleção Compendium of Rathe. Em Compendium, recebemos novas cartas majestic para o talento Mystic, além de duas cartas de Ilusionista com a keyword Mirage e a Enigma na arte das cartas. Entretanto, no lançamento da coleção, o formato CC já não tinha heróis Mystic há quase um ano, além dessas cartas trazerem uma mecânica sem nenhuma sinergia prévia, o que me deixou com uma pulga atrás da orelha e me fez começar a especular sobre um possível retorno dos heróis Mystic em breve.
“Ok, temos uma possibilidade do retorno do talento Mystic e a confirmação da volta da Dromai para 2027, mas de onde vem a ideia da junção dos dois? Esse amontoado de coincidências não parece ser suficiente para embasar uma coleção com esses dois talentos juntos.” Esse foi um questionamento que me fizeram algumas vezes durante esses meses de propagação da minha teoria de forma informal nos espaços da comunidade. Para responder a isso, faremos um passeio pela lore do Flesh and Blood e algumas referências culturais externas.
Começando com a única coisa que temos confirmada: Dromai. Além do seu retorno anunciado pelo James White no Twitter, também já temos uma arte nova da dromai associada ao FaB 3.0, que começa justamente na segunda coleção de 2027, após outbreak. Em resumo breve para aqueles que não conhecem a lore, Dromai é filha de Torvai, um Dracai, e Sani, uma sandfolk. Entretanto, apesar de ser uma Dracai de nascença, Dromai foi criada no meio dos Volcai como irmã adotiva do Fai, porque seus pais foram assassinados quando ela ainda era bebê e ela foi encontrada por Min (não é o cientista louco de Outbreak, apesar do nome igual). Quando a Dromai descobre a verdade sobre o passado dela, ela procura um tempo para colocar a cabeça em ordem e visita o Oasis. O Oasis é uma região em que a lava do Monte Volcor encontra as águas de Misteria, nos mostrando a conexão geográfica entre essas duas regiões.
A expressão “Crouching tiger, hidden dragon” (臥虎藏龍 - wò hǔ cáng lóng) é uma expressão que se refere a talentos extraordinários que permanecem desconhecidos, mas que possibilita dupla interpretação no nosso contexto. O primeiro eixo interpretativo é o potencial de Dromai para ascender ao poder em Ashvahan após a morte do imperador. O segundo seria uma referência direta ao jogo, que possui os crouching tigers como carta característica da classe ninja e associada a Misteria, na habilidade de , enquanto a Dromai é, metaforicamente, um hidden dragon (dragão oculto) que foi criado no meio dos Volcai mas posteriormente descoberta como algo maior.
A conexão entre Volcor e Misteria não para na geografia ou na semelhança de classes dos heróis e envolve, na verdade, um triângulo. Na lore de The Hunted, acompanhamos a perseguição dos Dracai ao assassino do imperador, um misterioso membro da organização The Spider. The spider é uma organização misteriosa de The Pits que tem como uma dos líderes Uzuri, uma ex-habitante de Misteria. Além disso, a região de Ankomeido em The Pits negocia contrabandos para Volcor e Misteria. The pits é referido como local de habitação de muitas pessoas que saíram de Misteria, ao mesmo passo que na carta , temos indícios de que a região possa estar sob domínio político, porém negligenciada, de Volcor. Com Outbreak sendo a coleção que precede o nosso suposto set Lotus, a teoria ganha ainda mais força na continuidade da história.
Por fim, um importante fator de conexão entre as regiões é a escrita Okana. Okana é um sistema de escrita presente nas 3 regiões citadas, mas principalmente em Volcor e Misteria, aparecendo em The Pits apenas em alguns ambientes. Por que regiões com organizações políticas, tradições e identidades tão diferentes como Misteria e Volcor preservam uma escrita comum? Explorarei isso mais para a frente em um artigo de lore dedicado caso tenhamos algum indício dessa coleção dupla ou de duas coleções nessas regiões no keynote do mundial.
E você, o que acha dessa possibilidade? O que espera do keynote? Gostaria de ver mais sobre a lore dessas regiões e a conexão com Solana, Demonastery e os acontecimentos atuais de Rathe?