INTRODUÇÃO E DECKLIST
Bom dia, boa tarde ou boa noite, dependendo da hora em que você estiver lendo! rsrs
Para quem não me conhece eu sou o Stéfano, criador do canal Kodachi42, e nesse meu primeiro artigo trago o report do meu proquest london aqui em Fortaleza.
O evento ocorreu na nossa loja local, a Dominária.
A primeira grande dificuldade que tive foi quanto a escolha do herói. Como fã de Naruto desde criancinha e perante a oportunidade dos dois ninjas dracônicos fortes no meta a escolha parecia bem afunilada: Ou Ou .
A dificuldade não era a escolha em si, mas eu mesmo: admito que sou um péssimo deckbuilder e, com meu ascendente em Libra de nascença, não conseguia fechar sequer o herói — que dirá uma lista que me agradasse.
Quatro fatos foram bastante decisivos para minha escolha:
Nosso Proquest ocorreu 18/10, na segunda semana e havia um medo real de minha parte da nossa Dracai atingir os 1000 pontos necessários para se tornar Lenda.
Jarl é um herói bastante popular e que performou muito bem no calling anterior ( Do top 8 do Calling 100 - Atlanta, 3 heróis eram ). Essa partida é significativamente menos difícil para o Fai do que para a Cindra.
A maravilhosa da Elly Bird fez um deck tech criminoso da lista dela de Fai, só poderia ser o bendito destino.
Aúdio do Makai gritando "É fai e foda-se"
Sem mais delongas, aqui ela está:
https://fabrary.net/decks/01M4KYR7RD2WQSNETK6FEE6CTX
Arena (9)
- 1
- 1
- 1
- 1
- 1
- 1
- 1
- 1
- 1
Deck (71)
- 3
- 3
- 3
- 1
- 3
- 3
- 3
- 3
- 2
- 3
- 3
- 1
- 3
- 1
- 3
- 3
- 3
- 3
- 3
- 3
- 1
- 1
- 2
- 2
- 3
- 3
- 3
- 3
Esse é um deck com 2 planos de jogo bem distintos, contra decks mais lentos ele se comporta como um deck combo e tenta finalizar com , contra decks mais agressivos a saída é subir o plano de 6 dreact, e . O side do deck é todo feito pensado para isso, com main board de 52 cartas e com 8 cartas variáveis que sobem dependente da match.
Em especial estou levando 2 x de side preparado para enfrentar os 4 Jarl que haveriam no torneio.
Este torneio tinha um significado emocional imenso para mim. Fai foi meu primeiro herói no Flesh and Blood, e esta parecia a oportunidade perfeita para jogar um último evento competitivo com ele. Meu objetivo pessoal? Alcançar o Top 4. Por não me considerar um jogador excepcional — tendo feito Top 4 apenas uma vez antes —, conquistar a promo do evento e a vaga já seria uma vitória gigantesca.
RODADAS SUIÇAS
R1: Arthur Murta - (Derrota)
Começar enfrentando o Murta, Campeão Nacional de 2024 e meu nêmesis pessoal (e de boa parte das pessoas rsrs), nunca é fácil. A surpresa veio logo na apresentação dos heróis: ele apareceu de Mário, um deck que eu nunca o tinha visto pilotar.
Consegui vencer no dado e a partida se desenrolou de forma equânime, comigo tentando desempenhar ali meu papel de midrange. Em determinado momento da partida, eu tinha um no arsenal, minha mão era alguma carta azul e .A decisão ali parecia muito bem acertada, tentar bloquear com os equipamentos o que meu oponente me apresentasse e na volta tentar carregar esse jogo.
Foi quando o Murta encaixou um turno devastador: estando eu marcado,joga 2x e bate uma para 12 go again, on-hit compra 2 cartas. Tendo ainda uma de backup para ser flickada eu senti me encontrar em um beco sem saída, em seguida ainda fui apresentado com uma e . Murta virou o tempo da partida ali e amarguei uma horrível derrota logo na estreia.
Com a derrota na R1, o sonho do Top 8 parecia distante. Minha única ponta de esperança foi notar que algumas mesas empataram. A matemática era simples: eu precisava vencer as 3 ou 4 partidas seguintes.
É importante frisar também que muitas pessoas acreditaram em mim nesse fim de semana e durante toda a preparação para o evento, mas uma mensagem em especial para mim foi bastante profética, quando durante o intervalo falei para minha esposa por mensagem que havia perdido a primeira e ela sumariamente responde:
Fique tranquilo, vai vencer as outras.
R2: Rafael Rossi - (Vitória)
Nós fazemos planos e o Destino ri da nossa cara.
Preparado para enfrentar diversos guardians nesse proquest, esse foi o único guardian que enfrentei ao longo do dia.
Por ser uma partida que eu conhecia bem, joguei de forma consciente. Betsy não apresenta tantas ameaças de on-hit, então minhas maiores preocupações eram e os turnos gigantes de quando ela quisesse fechar o jogo.
Jogamos novamente ali uma trocação franca, com Rossi blocando muito e conseguiu até baixar bem minha vida, o turno decisivo foi quando ele me apresentando apenas a batendo para 7 e eu estava com uma em campo, meu arsenal era e na mão eu tinha , , e , consegui estourar a poção e combando levei a vitória em um turno com mais de 30 de dano ameaçados.
R3: Rodrigo Ferreira - (Vitória)
Aqui é uma partida em que começar faz bastante diferença, perdi no dado mas ele não conseguiu intimidar muitas cartas da minha mão e consegui bloquear ali o dano ameaçado.
Mesmo assim não foi uma partida fácil, aqui a vitória será de quem conseguir correr mais e finalizar o jogo antes. Em determinado momento fui a 2 de vida e na volta era o tudo ou nada: precisava finalizar o jogo ali - esse é, inclusive, um sentimento recorrente jogando de Ninja.
Rodrigo ainda tinha muito block nos equipamentos e mesmo comigo ativando ele conseguiu sobreviver.
Na volta, com ele ostentando um em campo e 2 cartas na mão, a minha derrota parecia inevitável. Nenhum de nós tinha mais valor de bloqueio em equipamentos; bastava ele bater com a e finalizar o jogo, pensava eu.
Ocorre que Rodrigo ficou com receio de eu ainda conseguir bloquear com 2 cartas e na volta vencer, se ele tivesse apenas mais um action point a vitória seria não apenas provável, mas garantida e as chances de dar errado eram tão baixas... Eis que ele ativa a e rola 1!!!!!!
Ali eu entendi que tinha alguma força mística inexplicável querendo meu sucesso, mais uma vitória para o Fai.
R4: Samuel Quintino - (Vitória)
Chegamos à rodada decisiva do 2-1, onde quem vencesse praticamente carimbava a vaga no Top Cut. Apesar de o Samuel ser um excelente jogador, a partida contra Riptide costuma ser favorável ao Fai, especialmente contra a lista redline que ele apresentou.
Ele não conseguiu encaixar bem nenhuma das traps mais punitivas no momento certo, permitindo que eu mantivesse uma pressão constante de agressão até fechar o jogo. Com o placar em 3-1, a confiança voltou e a vaga no Top 8 tornou-se uma realidade palpável.
R5: Marcelo Almeida - (Vitória)
Em tese, Fang é um matchup positivo para o Fai, mas esta partida foi infinitamente mais difícil do que o esperado. Minha primeira saiu meio fofa e com meu oponente ativando , conseguindo bloquear bem tudo que apresentei no turno. Com sorte consegui um pouco depois comprar a segunda AoW e mesmo com baixíssima vida finalizar o jogo, foi por muito pouco.
Acabei ficando 4-1 e consegui ficar no top 8, estava muito feliz com essa virada durante as partidas do dia. O top 8 ficou assim:
Esse foi nosso top 8, não lembro muito bem as posições, mas tivemos:
1 Fang
2 Mário
1 Fai (Eu :D)
1 Jarro
1 Vynsett
1 Aurora
1 Rhinar
TOP 8:
Quartas de final: Arthur Murta - (Vitória)
A Recompensa do Top 8? Enfrentar novamente o Murta, o mesmo adversário que havia me derrotado na R1.
Tentei me manter calmo e não deixar o histórico da primeira partida me abalar. Tivemos mais um jogo de atrito duríssimo, mas desta vez ele não encontrou a sequência de . Em um momento crucial da partida ele precisou muito me marcar e consegui prevenir com .
Contudo, a ansiedade voltou a atacar. Estando consideravelmente à frente nos pontos de vida, cometi uma falha de atenção e comprei 6 cartas no final do turno em vez de as costumeiras 4. Tomei um warning do juiz e a punição padrão foi aplicada: o oponente olhou a minha mão e escolheu 2 cartas para colocar no fundo do baralho. Adivinhe? Dentro das 6 cartas, eu só tinha exatamente 2 starters, e o Murta prontamente colocou ambos no fundo.
Mesmo assim consegui blocar com o que me restou e finalizei o jogo com a carta que foi o craque das minhas 3 partidas do top :
Nosso top 4 foi composto por:
Fang
Vynsett
Fai
Mário
Todos jogaram perfeitamente bem e eu estava muito feliz de ter alcançado meu objetivo do top 4 e estar entre amigos e jogadores tão primorosos.
Semifinal: Hédio Siebra - (Vitória)
Sim, pessoal. A terceira partida contra Mário do dia, em determinado momento do deckbuilding, faltando 2 cartas para fechar a lista eu pensei em colocar 2 cópias de , mas pensei: "nada, provalvemente nem vou encontrar nenhum Arakni lá."
Dito e feito.
Essa partida foi a mais amigável de todo o dia, eu e Hédio somos amigos há bastante tempo já e a partida se desenrolou de forma passada a anterior, consegui destruir a cedo buscando em um turno de e abri uma larga vantagem de vida. Mesmo assim o maldito nervosismo novamente me atacou e fiz um block bem torto, segurando desnecessariamente um . Ao jogar a carta procurei naturalmente uma fênix em meu baralho e por nada no mundo a encontrava, todas já estavam no cemitério!!!!
Essa missplay quase me custou o jogo e fez com que o Hédio conseguisse parear nossas vidas que até então estavam muito distantes, mesmo assim consegui retomar as rédeas da partida e levei.
Rumo à grande final:
Final: Lucas Moraes - (Vitória :DD)
Na final, encarei o Lucas Moraes, veterano em finais de Pro Quest, amigo com quem viajei para o Calling São Paulo em maio deste mesmo ano e um excelente piloto de Vynnset — outro matchup notoriamente ingrata para o Fai.
Apesar da bad match escolhi começar por estar em um seed superior e não deixar ele fazer setup, perceba que na minha lista não levo nenhuma peça de AB. Para mim era bastante improvável enfrentar qualquer usuário de dano arcano e mesmo assim Fai é um deck que corre muito, as partidas não costumam durar muito para que o AB faça tamanha diferença.
Consegui fazer um jogo bem parelho de atrito, sem o Moraes me dar tanto disrupt quanto eu esperava. Em determinado momento ele fez um e eu tive que banir uma fênix da mão, mas jogo que segue.
Cada classe e cada herói do flesh and blood tem um diferencial, e essas é uma das muita graças que torna esse jogo tão divertido. Pouco se fala disso, mas a classe Ninja guarda uma forte similiridade com a classe Wizard, que é a capacidade de tomar inesperadamente os jogos de assalto. De, ao menor momento, conseguir virar ou vencer uma partida.
Foi assim que essa partida terminou, Com o Moraes ainda na casa dos 20 de vida, ele tentou guardar recursos para me ameaçar no turno seguinte, sem imaginar a janela de dano que estava aberta. Foi o momento perfeito: consegui quebrar a máscara do lince e buscar para fazer um turno gigantesco de dano.
Quando o dano final passou, fiquei até meio perplexo sem acreditar: eu tinha vencido o Pro Quest London, carimbando meu nome na vaga com o meu primeiro herói de Fab!
Ainda tive uma sorte imensa de abrir uma esplendorosa gold foil, mas você lendo meu relato viu que sorte foi uma coisa que não faltou nem um pouco nesse dia. Sinto que em algumas partidas ganhei na sorte, como aquela contra o Rodrigo.
Mas é como diria meu grande amigo Guilherme Cruz:
Todo vencedor precisa de sorte, mas nem todo sortudo é campeão.
Conclusão e Agradecimentos
Gostaria de agradecer do fundo do coração a todos vocês que leram este artigo até o fim. Um agradecimento especial a toda a comunidade de FaB Fortaleza, que se ajuda muito.
Obrigado ao Abraão Douglas e Hédio Siebra por todos os treinos e pela força nas partidas; e ao Marcelo Farias e Gabriel Makai, que nunca deixaram de acreditar no meu jogo, ajudando com o empréstimo de cartas e refinando a decklist.
Foi isso pessoal, apesar de esse ser um artigo de report ainda virão muitos outros nesse Blog. Tem alguma sugestão, alguma dúvida? Manda aí nos comentários
Para os próximos passos agora que Fai e Cindra foram de lenda fica uma incógnita no coração de todos os jogadores de ninja, o caminho natural é migrar para o mas sinto que meu coração é draconic demais para deixar o de lado.
Aguardem próximas atualizações aqui e no canal no Youtube!
