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Opinion

O luto de perder um herói e como continuar

As vezes a melhor opção é quebrar nossos grilhões e seguir adiante.

Nessa última temporada de Pro Quests não tivemos não um, não dois heróis atingindo Living Legend, mas sim seis heróis. Um recorde na história do FaB. E foi nessa leva que minha heroína favorita de todo o jogo acabou sendo atingida: .

Não é a primeira vez (e com certeza não será a última) que eu tenho um herói atingindo o status. Tenho ainda na minha pool , e . Também perdi nessa leva meu , mas perder a me atingiu profundamente, então gostaria de compartilhar um pouco de como um herói que temos está atrelado a nossa identidade, como nos colocamos no jogo e como seguir adiante.

Eu sempre adorei decks agressivos e/ou tempo. Sempre fui mais da filosofia de jogo de “grudar e meter a porrada” do que “aguardar pacientemente até o oponente perder”, e isso aconteceu em quase todos os TCGs que joguei: Magic, Hearthstone, Pokemon... Há outros arquétipos que vira e mexe acabo explorando, mas quando o assunto é pegar um deck para jogar sério, acabo tendendo para os aggros.

Mas o FaB tem (ou tinha melhor falando) muitos decks aggros, então porque DIO? É aqui que entramos mais na esfera pessoal do que uma esfera mais técnica de jogo: ela tem tudo haver comigo tanto como estilo de jogo quanto pessoa.

Antes de tudo eu adoro a temática Steampunk/Cyberpunk, eu trabalho com computação desde minha adolescência e qualquer videogame com a temática eu acabo me apaixonando. Quando entrei no FaB lá em 2022 acabou sendo fácil escolher a classe Mechanologist, e acabei unindo o útil ao agradável. Graças a essa minha paixão tão forte pela classe e temática me tornei especialista nela e até ganhei o apelido na comunidade de “Rafa Mecha”, mas DIO ainda tem mais um fator que me fez ficar apaixonado por ela: sua complexidade.

DIO, diferente de um aggro mais linear como a Aurora, exigia do jogador um “jogo de cintura” e um conhecimento do deck que não era para qualquer um. A heroína recompensava muito os jogadores especialistas e, com isso, ela se tornava uma heroína poderosíssima nas mãos corretas. Por incrível que parece o ápice da heroína para mim foi quase no fim da sua vida com uma build sem Maximum Velocity e mais consistente com Bios Update e side de Penetration Script. Posso dizer com tranquilidade que essa versão do deck era o meu deck favorito de toda minha trajetória no FaB.

Mas toda história um dia chega ao fim. Diferente de outros heróis meus que pegaram LL não conseguia pensar um heroí que jogue como DIO. Com Oscilio, por exemplo, é só ir para o Oscilio 2.0 (veja que não estou falando que é tão bom quanto, mas a pool e a jogabilidade é bem parecida.), mas não  vejo hoje um Mechanologist com o mesmo nível de profundidade, skill expression e maneira de se jogar. Alguns dirão que a migração natural é ir para , e eu até concordo nessa migração principalmente para a versão Boost, mas ainda sinto que não é exatamente aquilo que estou buscando.

Essa sensação provavelmente aconteceu com todos que possuem heróis bem únicos em sua jogabilidade. Jogadores de Dromai, Iyslander e Kano, por exemplo, então “órfãos” até hoje, então como prosseguir? E aqui vai alguns pensamentos que tenho.

Antes de tudo dar uma pausa no FaB enquanto você está nesse “limbo” é uma opção, e está tudo bem. Às vezes nos damos bem com um deck só e o arquétipo é tão único que às vezes dar uma pausa e esperar ele voltar (ou um herói parecido) pode ser a melhor opção. Não se force a tentar se adaptar a um arquétipo que você não joga ou que não gosta, isso pode gerar mais frustração e insatisfação.

Mas você pode fazer o que eu estou fazendo: buscando novos horizontes e trabalhando em suas fraquezas fora da zona de conforto. Estou ultimamente jogando bastante de Puffin, Hightail (que, por enquanto, ela e Aurora são minhas opções para os RTNs) e, apesar de eu entender bastante de Mechanologist, Puffin pertence a um dos arquétipos que eu menos joguei dentro do FaB e o que tenho maior dificuldade: o Midrange. Provavelmente não estaria re-explorando esses meus decks e levá-los a níveis competitivos se DIO ainda estivesse por aí, então procuro ver isso como uma nova oportunidade.

Todo herói ocasionalmente atingirá o Living Legend. Pode demorar semanas, meses ou anos para acontecer, mas um dia acontecerá. O luto virá e você poderá terá diversas reações, mas quando tudo isso passa temos que seguir em frente. Lembre-se: quando o Sol se põe, procure apreciar a Lua até um novo amanhecer.

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Written in Pummel Party by Rafael de Melo

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